Mostrando postagens com marcador reportagem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador reportagem. Mostrar todas as postagens
20/09/2011
25/06/2010
Clipping - Agência Minas - Palmópolis
Com um prazo de 10 anos para se adequar a nova lei do governo federal (nº 12.244 de 25/05/2010), que determina que todas as escolas do país, públicas e privadas, possuam uma biblioteca, Minas Gerais precisará de muito menos tempo para atingir a meta, mesmo tendo o maior número de municípios do Brasil. O incentivo à leitura pode ser percebido pelo número de escolas com bibliotecas ou espaços reservados ao estímulo e aprendizado dos estudantes. Das 3.801 escolas da rede estadual, 3.338 possuem uma biblioteca, com acervos de livros que atendem a alunos de todos os anos do ensino fundamental e médio. Outras 64 escolas, por possuírem uma área física menor, apresentam salas de leitura. De acordo com a nova lei federal nº 12.224, de 24 de maio de 2010, cada biblioteca deve ter, no mínimo, um título para cada aluno matriculado. Garantir que estudantes de escolas da rede estadual de ensino tenham acesso à leitura sempre foi uma preocupação da Secretaria de Estado de Educação (SEE). De acordo com a subsecretária de Desenvolvimento da Educação Básica, Raquel Elizabete de Souza Santos, as escolas que estão em fase de construção, ou reforma, já vão ganhar o espaço para a biblioteca. “O espaço para a leitura continua a ser utilizado nas escolas que possuem pouca área física. Essas orientações também são válidas para as escolas rurais”, garantiu. Segundo a subsecretária, a expectativa é que em até cinco anos todo o Estado vai estar de acordo com o que estabelece a lei federal. ”Minas tem a educação como foco, portanto acredito que essa adequação não vai demorar muito”, avaliou.
Os alunos da Escola Estadual Governador Clóvis Salgado, em Palmópolis, no Vale do Jequitinhonha, estão cheios de expectativas com a biblioteca nova que vai ser entregue em noventa dias. No prédio provisório, em que a escola funciona atualmente, a biblioteca divide espaço com o laboratório de informática. Na nova área, que chega a ser três vezes maior, os cerca de mil estudantes vão poder explorar mais as possibilidades que uma biblioteca pode proporcionar. “Os alunos vão ter espaço para se sentarem, ler, pesquisar, além de uma área reservada para a divulgação de livros. Quem vai ganhar com tudo são eles”, ressaltou a vice-diretora, Auriléia Soares do Vale.
Talita Santos de Almeida é uma das alunas que aguardam pelo novo espaço. “A biblioteca nova vai ser mais visitada. Os alunos vão ter mais interesse e isso facilita o aprendizado. Além de ler, vamos realizar pesquisas para os trabalhos da escola”, lembrou a aluna do 7º ano do ensino fundamental.
Fonte: www.agenciaminas.mg.gov.br
Reportagem completa, clique AQUI
Os alunos da Escola Estadual Governador Clóvis Salgado, em Palmópolis, no Vale do Jequitinhonha, estão cheios de expectativas com a biblioteca nova que vai ser entregue em noventa dias. No prédio provisório, em que a escola funciona atualmente, a biblioteca divide espaço com o laboratório de informática. Na nova área, que chega a ser três vezes maior, os cerca de mil estudantes vão poder explorar mais as possibilidades que uma biblioteca pode proporcionar. “Os alunos vão ter espaço para se sentarem, ler, pesquisar, além de uma área reservada para a divulgação de livros. Quem vai ganhar com tudo são eles”, ressaltou a vice-diretora, Auriléia Soares do Vale.
Talita Santos de Almeida é uma das alunas que aguardam pelo novo espaço. “A biblioteca nova vai ser mais visitada. Os alunos vão ter mais interesse e isso facilita o aprendizado. Além de ler, vamos realizar pesquisas para os trabalhos da escola”, lembrou a aluna do 7º ano do ensino fundamental.
Fonte: www.agenciaminas.mg.gov.br
Reportagem completa, clique AQUI
18/06/2010
Hoje em Dia - 14/06/2010
Nem salário de R$ 23 mil atrai médico em Jacinto, no Vale do Jequitinhonha
Falta anestesista há dois meses, e a distância dos grandes centros desestimula profissionais da saúde
A falta de médicos no interior de Minas está obrigando os prefeitos a oferecer salários nos mesmos patamares dos que são pagos a executivos de grandes empresas. Em Jacinto, a 781 quilômetros de Belo Horizonte, no Vale do Jequitinhonha, a prefeitura paga R$ 23.800 mensais para um anestesista trabalhar no Hospital Bom Pastor, o único da cidade, que atende pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Conforme o HOJE EM DIA revelou com exclusividade no sábado (12), na Região do Vale do Jequitinhonha... , há um médico para 2.447 moradores, índice 11 vezes menor do que o recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) – que é de um profissional para cada grupo de 215 pessoas.
O salário de anestesista oferecido em Jacinto é quase três vezes maior do que o pago ao prefeito Carlos Dantez Ferraz (PMDB). Mesmo assim, a vaga está em aberto há dois meses. “Os médicos preferem ganhar cerca de R$ 3 mil nas grandes cidades em vez de virem para Jacinto, onde o menor salário da categoria é de R$ 12 mil. As pessoas não querem trabalhar em locais pobres, longe das grandes cidades”, reclama Ferraz.
O salário de anestesista em Jacinto é o maior pago a um profissional em Minas, conforme consta no site Catho, um dos maiores do Brasil em recrutamento. Na mesma cidade, há uma vaga de ortopedista, aberta há dois meses, com salário de R$ 19 mil. A dificuldade para encontrar alguém é a mesma.
Com a falta de médico, a prefeitura é obrigada a comprar ônibus, vans e ambulâncias para levar os pacientes a outras cidades onde há infraestrutura. Segundo o prefeito, são seis veículos e um ônibus que sempre estão levando pacientes para Teófilo Otoni e Belo Horizonte. Mesmo com uma frota grande, Ferraz lembra que muita gente fica na fila.
“Só conseguimos pagar salários altos porque seis prefeituras criaram um consórcio intermunicipal. Cada município contribui com uma parte, além de um complemento que é pago pelo Hospital Bom Pastor”, explica o prefeito de Jacinto.
Em Chapada do Norte, a 550 quilômetros de Belo Horizonte, também no Vale do Jequitinhonha, são três vagas para médico em aberto no Programa Saúde da Família (PSF), com salários de R$ 11.800. Com o menor Índice de Desenvolvimento Humanos (IDH) do Estado, as vagas no município não são preenchidas desde fevereiro.
Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), a tendência é que o IDH seja mais baixo nos países onde há mais habitantes por médico. Ainda segundo o conselho, não há escassez de médicos no Brasil, e sim uma má distribuição dos profissionais pelo território nacional. Entre 2000 e 2009, a quantidade de médicos aumentou 27%, de 260.216 para 330.825.
No mesmo intervalo de tempo, a população brasileira cresceu aproximadamente 12%, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2000, havia no país um médico para cada grupo de 658 habitantes. Em 2009, a situação passou a ser de um médico para 578 habitantes.
Celso Martins - Repórter - 14/06/2010
Para ler a reportagem original, clique [AQUI]
11/04/2010
QUEREMOS RESULTADOS - Gustavo Ioschpe
No campo da Educação, as críticas são rebatidas com um movimento-reflexo de culpabilização de terceiros.
Seu filho vai ser operado do rim em um hospital público e, em vez disso, lhe operam o fígado. Erro médico grosseiro. “Não venha colocar a culpa em mim!”, diz o médico. “Ganho um salário miserável, faço plantão em dois hospitais. Estou fazendo um curso de especialização porque amo essa profissão. É fácil reclamar, mas você não sabe como é trabalhar em um hospital superlotado, onde faltam leitos e remédios, em que o diretor não está nem aí. Sem falar nos governantes... E também o seu filho estava tão mal nutrido e mal cuidado que o rim dele estava com a maior cara de fígado. Com uma conjuntura dessas, como você pode reclamar do resultado da operação?! Exijo respeito!”
Se eu encontrasse um médico desses na minha frente, provavelmente lhe arrancaria o fígado e os rins. Não estou muito interessado nas agruras e esforços daqueles que tratam da minha saúde e dos meus familiares. Quero apenas resultados. O caso acima não aconteceu. É apenas um símile da educação brasileira, que não é apenas ruim ou digna de país subdesenvolvido: é uma das piores do mundo. E seus artífices são principalmente os professores, assim como na saúde são os médicos. Mas, no campo da educação, as críticas são rebatidas com um movimento-reflexo de culpabilização de terceiros.
A aula não dá certo porque o aluno é indisciplinado e preguiçoso, os pais são pobres e burros. Não ocorre que o aluno possa ser dispersivo e desinteressado porque não é comprometido, porque se interessa por muitas coisas menos por levar a sério o seu processo de aprendizagem, porque ele recebe um ensino ruim, porque o professor usa dinâmicas pedagógicas enfadonhas e atrasadas e frequentemente tem baixo domínio do conteúdo. Quando essas possibilidades são aventadas – e, em realidade, são mais do que possibilidades: são verificadas em vários estudos, pesquisas e censos - o professor culpa a tudo e a todos pelo fracasso escolar, e ainda indigna-se que alguém que não dá aula tenha a pachorra de colocar o dedo na ferida.
O professor de colégio público, por exemplo, é um servidor público e deve sim satisfações a quem paga o seu salário por meio de impostos e delega ao magistério uma tarefa cujo resultado também tem fortes conotações públicas, que é a formação das gerações futuras. A sociedade brasileira começa a acordar para o desastre que é a nossa educação e o comprometimento dos nossos estudantes. Começa a entender que melhorá-la significa requalificar os professores, exigir resultados, interferir nos currículos de cursos de Pedagogia e Licenciaturas, que os materiais didáticos sejam usados, exigir diretores competentes, demandar que a carga horária e a disciplina sejam cumpridas, que professores não faltem e não se atrasem e sejam rigorosos com os alunos que tratam as aulas com descaso e desdém.
O professorado, demais profissionais da Educação e estudantes podem e devem ser grandes aliados nessa batalha, mas só serão parceiros quando notarem que a Educação brasileira não vai bem e que, em muitos casos, eles não desempenham bem os seus papéis.Nesse momento, tenho certeza de que todos os brasileiros de bem darão as mãos aos professores e construirão um sistema de ensino melhor, junto. Enquanto persistirem, professores e alunos no seu auto-engano, na sua impermeabilização frente à realidade, a sociedade os perceberá cada vez mais como o médico do exemplo acima, e todos nós continuaremos pagando o pato.
(Texto adaptado revistaeducacao.uol.com.br/textos/2007)
Seu filho vai ser operado do rim em um hospital público e, em vez disso, lhe operam o fígado. Erro médico grosseiro. “Não venha colocar a culpa em mim!”, diz o médico. “Ganho um salário miserável, faço plantão em dois hospitais. Estou fazendo um curso de especialização porque amo essa profissão. É fácil reclamar, mas você não sabe como é trabalhar em um hospital superlotado, onde faltam leitos e remédios, em que o diretor não está nem aí. Sem falar nos governantes... E também o seu filho estava tão mal nutrido e mal cuidado que o rim dele estava com a maior cara de fígado. Com uma conjuntura dessas, como você pode reclamar do resultado da operação?! Exijo respeito!”
Se eu encontrasse um médico desses na minha frente, provavelmente lhe arrancaria o fígado e os rins. Não estou muito interessado nas agruras e esforços daqueles que tratam da minha saúde e dos meus familiares. Quero apenas resultados. O caso acima não aconteceu. É apenas um símile da educação brasileira, que não é apenas ruim ou digna de país subdesenvolvido: é uma das piores do mundo. E seus artífices são principalmente os professores, assim como na saúde são os médicos. Mas, no campo da educação, as críticas são rebatidas com um movimento-reflexo de culpabilização de terceiros.
A aula não dá certo porque o aluno é indisciplinado e preguiçoso, os pais são pobres e burros. Não ocorre que o aluno possa ser dispersivo e desinteressado porque não é comprometido, porque se interessa por muitas coisas menos por levar a sério o seu processo de aprendizagem, porque ele recebe um ensino ruim, porque o professor usa dinâmicas pedagógicas enfadonhas e atrasadas e frequentemente tem baixo domínio do conteúdo. Quando essas possibilidades são aventadas – e, em realidade, são mais do que possibilidades: são verificadas em vários estudos, pesquisas e censos - o professor culpa a tudo e a todos pelo fracasso escolar, e ainda indigna-se que alguém que não dá aula tenha a pachorra de colocar o dedo na ferida.
O professor de colégio público, por exemplo, é um servidor público e deve sim satisfações a quem paga o seu salário por meio de impostos e delega ao magistério uma tarefa cujo resultado também tem fortes conotações públicas, que é a formação das gerações futuras. A sociedade brasileira começa a acordar para o desastre que é a nossa educação e o comprometimento dos nossos estudantes. Começa a entender que melhorá-la significa requalificar os professores, exigir resultados, interferir nos currículos de cursos de Pedagogia e Licenciaturas, que os materiais didáticos sejam usados, exigir diretores competentes, demandar que a carga horária e a disciplina sejam cumpridas, que professores não faltem e não se atrasem e sejam rigorosos com os alunos que tratam as aulas com descaso e desdém.
O professorado, demais profissionais da Educação e estudantes podem e devem ser grandes aliados nessa batalha, mas só serão parceiros quando notarem que a Educação brasileira não vai bem e que, em muitos casos, eles não desempenham bem os seus papéis.Nesse momento, tenho certeza de que todos os brasileiros de bem darão as mãos aos professores e construirão um sistema de ensino melhor, junto. Enquanto persistirem, professores e alunos no seu auto-engano, na sua impermeabilização frente à realidade, a sociedade os perceberá cada vez mais como o médico do exemplo acima, e todos nós continuaremos pagando o pato.
(Texto adaptado revistaeducacao.uol.com.br/textos/2007)
30/12/2009
Les Chansons d’Amour

É curioso: procurando imagens de “Les Chansons d’Amour” pela Internet, não encontrei nenhuma que contenha a personagem de Grégoire Leprince-Ringuet, Erwann, apesar da sua inegável importância para a personagem principal, Ismaël. Não que a que escolhi seja desadequada, porque ilustra perfeitamente a premissa de que parte o filme, mas que está longe de ser uma realidade no final da fita. É um aparte com importância duvidosa, e é provável que estejam a pensar “que raio de introdução”. Pois bem, “As Canções de Amor” é um musical que aparenta um filme “ligeiro”, mas que acaba por ser uma profunda ode a esse sentimento incansavelmente explorado no mundo das Artes.
Cristophe Honoré escreve e realiza, então, um musical sobre três personagens (Ismaël, Alice e Julie) envolvidas numa relação cuja natureza desafia as convenções, e que se vêem confrontados com a realidade e as consequências das suas escolhas após um evento trágico que envolve um deles. Aliás, “confrontados” não será o termo mais preciso, uma vez que sempre que o assunto vem à tona, todos parecem encarar a sua situação como algo de bizarro, complicado, embora agradável (e conveniente), pois o mais certo seria que, sem Alice, já nada existisse entre os outros dois (algo sugerido até numa das músicas iniciais, e desenvolvido consequentemente)...
As músicas (que dão título ao filme e que são, no fundo, o seu cerne) celebram os sentimentos das personagens, focando, como é óbvio, o amor, nas suas mais variadas formas. Combinam bem com o que é apresentado e têm letras muito interessantes. Nelas é discutido o amor maduro por oposição ao amor mais juvenil e inconsequente, a forma como as personagens são influenciadas pelo ambiente em redor, etc. Aprofundar este aspecto seria revelar demasiado do que acontece após a primeira parte (elas são três, “Le Départ”, “L’absense”, “Le Retour”), por isso fico-me por aqui e deixo que descubram, portanto, a que se referem os títulos que separam os diferentes momentos da história.
“Les Chansons d’Amour” é ambientado numa Paris cinzenta e chuvosa, detalhe que espelha as personalidades das personagens, cujas acções oscilam constantemente e nem no fim se enquadram no “preto” ou no “branco”. Refiro-me, como é óbvio, à jornada de Ismäel, uma vez que Alice encontra a sua conclusão ao ajudar o amigo. O final do filme, e aquele que é dado à personagem, decerto que será controverso e incompreendido. Contudo, não me pareceu que destoe do realismo que até aí caracterizou a história; aliás, a meu ver, tudo no filme é apresentado com uma naturalidade que, não sendo ingénua (antes pelo contrário), lhe confere um ar muito próprio e uma honestidade invulgar.
Não me surpreendeu que “Les Chansons d’Amour” fosse tão bom, dados todos os louvores que lhe foram prestados. Trata-se de um bom exemplar do cinema francês da actualidade, que vale muito a pena ser visto. A jeito de conclusão, deixo a melhor frase do filme (aparentemente, ela própria uma citação): “Aime moi moins, mais aime moi longtemps”.
Rúben Gonçalves
21/09/2009
Rondon Minas - Palmópolis
Imagens do Projeto Rondon Minas em Palmópolis, Vale do Jequitinhonha, nordeste de Minas Gerias
15/07/2009
Assinar:
Postagens (Atom)