No campo da Educação, as críticas são rebatidas com um movimento-reflexo de culpabilização de terceiros.
Seu filho vai ser operado do rim em um hospital público e, em vez disso, lhe operam o fígado. Erro médico grosseiro. “Não venha colocar a culpa em mim!”, diz o médico. “Ganho um salário miserável, faço plantão em dois hospitais. Estou fazendo um curso de especialização porque amo essa profissão. É fácil reclamar, mas você não sabe como é trabalhar em um hospital superlotado, onde faltam leitos e remédios, em que o diretor não está nem aí. Sem falar nos governantes... E também o seu filho estava tão mal nutrido e mal cuidado que o rim dele estava com a maior cara de fígado. Com uma conjuntura dessas, como você pode reclamar do resultado da operação?! Exijo respeito!”
Se eu encontrasse um médico desses na minha frente, provavelmente lhe arrancaria o fígado e os rins. Não estou muito interessado nas agruras e esforços daqueles que tratam da minha saúde e dos meus familiares. Quero apenas resultados. O caso acima não aconteceu. É apenas um símile da educação brasileira, que não é apenas ruim ou digna de país subdesenvolvido: é uma das piores do mundo. E seus artífices são principalmente os professores, assim como na saúde são os médicos. Mas, no campo da educação, as críticas são rebatidas com um movimento-reflexo de culpabilização de terceiros.
A aula não dá certo porque o aluno é indisciplinado e preguiçoso, os pais são pobres e burros. Não ocorre que o aluno possa ser dispersivo e desinteressado porque não é comprometido, porque se interessa por muitas coisas menos por levar a sério o seu processo de aprendizagem, porque ele recebe um ensino ruim, porque o professor usa dinâmicas pedagógicas enfadonhas e atrasadas e frequentemente tem baixo domínio do conteúdo. Quando essas possibilidades são aventadas – e, em realidade, são mais do que possibilidades: são verificadas em vários estudos, pesquisas e censos - o professor culpa a tudo e a todos pelo fracasso escolar, e ainda indigna-se que alguém que não dá aula tenha a pachorra de colocar o dedo na ferida.
O professor de colégio público, por exemplo, é um servidor público e deve sim satisfações a quem paga o seu salário por meio de impostos e delega ao magistério uma tarefa cujo resultado também tem fortes conotações públicas, que é a formação das gerações futuras. A sociedade brasileira começa a acordar para o desastre que é a nossa educação e o comprometimento dos nossos estudantes. Começa a entender que melhorá-la significa requalificar os professores, exigir resultados, interferir nos currículos de cursos de Pedagogia e Licenciaturas, que os materiais didáticos sejam usados, exigir diretores competentes, demandar que a carga horária e a disciplina sejam cumpridas, que professores não faltem e não se atrasem e sejam rigorosos com os alunos que tratam as aulas com descaso e desdém.
O professorado, demais profissionais da Educação e estudantes podem e devem ser grandes aliados nessa batalha, mas só serão parceiros quando notarem que a Educação brasileira não vai bem e que, em muitos casos, eles não desempenham bem os seus papéis.Nesse momento, tenho certeza de que todos os brasileiros de bem darão as mãos aos professores e construirão um sistema de ensino melhor, junto. Enquanto persistirem, professores e alunos no seu auto-engano, na sua impermeabilização frente à realidade, a sociedade os perceberá cada vez mais como o médico do exemplo acima, e todos nós continuaremos pagando o pato.
(Texto adaptado revistaeducacao.uol.com.br/textos/2007)
11/04/2010
06/04/2010
18/03/2010
Contra o tempo
Bares, ruas, estradas, desertos, luas
Que atravesso em noites nuas,
só me levam pra onde está você...
Que atravesso em noites nuas,
só me levam pra onde está você...
17/03/2010
Relacionamentos
Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:
- ‘Ah, terminei o namoro… ‘
- ‘Nossa, quanto tempo?’
- ‘Cinco anos… Mas não deu certo… Acabou’
- É não deu…?
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.!!
E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
Tudo nós não temos.
Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona…
Acho que o beijo é importante… E se o beijo bate… Se joga… Se não bate… Mais um Martini, por favor… E vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa ta com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família?
O legal é alguém que está com você por você.
E vice versa.
Não fique com alguém por dó também.
Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói.
Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.
Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.
E nem sempre as coisas saem como você quer…
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.
Enfim… Quem disse que ser adulto é fácil?
Autoria: Arnaldo Jabour
- ‘Ah, terminei o namoro… ‘
- ‘Nossa, quanto tempo?’
- ‘Cinco anos… Mas não deu certo… Acabou’
- É não deu…?
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.!!
E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
Tudo nós não temos.
Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona…
Acho que o beijo é importante… E se o beijo bate… Se joga… Se não bate… Mais um Martini, por favor… E vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa ta com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família?
O legal é alguém que está com você por você.
E vice versa.
Não fique com alguém por dó também.
Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói.
Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.
Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.
E nem sempre as coisas saem como você quer…
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.
Enfim… Quem disse que ser adulto é fácil?
Autoria: Arnaldo Jabour
15/03/2010
Guernica

Guernica foi bombardeada pelos nazistas em 26 de abril de 1937, durante a Guerra civil Espanhola que inspirou Pablo Picasso sua famosa obra.
Picasso pintou esse quadro para retratar o estado de Guernica após o bombardeio: restos de pessoas espalhados por todos os lugares
Dizem que durante uma exposição, um oficial nazista indagou a Picasso; Foi você quem fez isso? Ele respondeu: não, vocês fizeram isso, eu só pintei!
Após o fim da Guerra Civil, Picasso permitiu que a obra fosse emprestada ao Museu de Arte Moderna de Nova York, com a condição de que Guernica retornasse à Espanha somente quando a ditadura Franquista caísse. Em 1981, com a morte do ditador Francisco Franco, a obra voltou ao território espanhol, onde hoje reside no Centro de Arte Reina Sofía, em Madri.
A pintura foi feita com o uso das cores preto e branco - algo que demonstrava o sentimento de repúdio do artista ao bombardeio da cidadezinha espanhola. Claramente em estilo cubista, Picasso retrata pessoas, animais e edifícios nascidos pelo intenso bombardeio da força aérea alemã (Luftwaffe), já sob o controle de Hitler, aliado de Francisco Franco.
Morando em Paris, o artista soube dos fatos desumanos e brutais através de jornais - e daí supõe-se tenha saído a inspiração para a retratação monocromática do fato.
Sua composição retrata as figuras ao estilo dos frisos dos templos gregos, através de um enquadramento triangular das mesmas. O posicionamento diagonal da cabeça feminina, olhando para a esquerda, remete o observador a dirigir também seu olhar da direita para a esquerda, até o lampião trazido ainda aceso sobre um braço decepado e, finalmente, à representação de uma bomba explodindo.
31/12/2009
30/12/2009
Les Chansons d’Amour

É curioso: procurando imagens de “Les Chansons d’Amour” pela Internet, não encontrei nenhuma que contenha a personagem de Grégoire Leprince-Ringuet, Erwann, apesar da sua inegável importância para a personagem principal, Ismaël. Não que a que escolhi seja desadequada, porque ilustra perfeitamente a premissa de que parte o filme, mas que está longe de ser uma realidade no final da fita. É um aparte com importância duvidosa, e é provável que estejam a pensar “que raio de introdução”. Pois bem, “As Canções de Amor” é um musical que aparenta um filme “ligeiro”, mas que acaba por ser uma profunda ode a esse sentimento incansavelmente explorado no mundo das Artes.
Cristophe Honoré escreve e realiza, então, um musical sobre três personagens (Ismaël, Alice e Julie) envolvidas numa relação cuja natureza desafia as convenções, e que se vêem confrontados com a realidade e as consequências das suas escolhas após um evento trágico que envolve um deles. Aliás, “confrontados” não será o termo mais preciso, uma vez que sempre que o assunto vem à tona, todos parecem encarar a sua situação como algo de bizarro, complicado, embora agradável (e conveniente), pois o mais certo seria que, sem Alice, já nada existisse entre os outros dois (algo sugerido até numa das músicas iniciais, e desenvolvido consequentemente)...
As músicas (que dão título ao filme e que são, no fundo, o seu cerne) celebram os sentimentos das personagens, focando, como é óbvio, o amor, nas suas mais variadas formas. Combinam bem com o que é apresentado e têm letras muito interessantes. Nelas é discutido o amor maduro por oposição ao amor mais juvenil e inconsequente, a forma como as personagens são influenciadas pelo ambiente em redor, etc. Aprofundar este aspecto seria revelar demasiado do que acontece após a primeira parte (elas são três, “Le Départ”, “L’absense”, “Le Retour”), por isso fico-me por aqui e deixo que descubram, portanto, a que se referem os títulos que separam os diferentes momentos da história.
“Les Chansons d’Amour” é ambientado numa Paris cinzenta e chuvosa, detalhe que espelha as personalidades das personagens, cujas acções oscilam constantemente e nem no fim se enquadram no “preto” ou no “branco”. Refiro-me, como é óbvio, à jornada de Ismäel, uma vez que Alice encontra a sua conclusão ao ajudar o amigo. O final do filme, e aquele que é dado à personagem, decerto que será controverso e incompreendido. Contudo, não me pareceu que destoe do realismo que até aí caracterizou a história; aliás, a meu ver, tudo no filme é apresentado com uma naturalidade que, não sendo ingénua (antes pelo contrário), lhe confere um ar muito próprio e uma honestidade invulgar.
Não me surpreendeu que “Les Chansons d’Amour” fosse tão bom, dados todos os louvores que lhe foram prestados. Trata-se de um bom exemplar do cinema francês da actualidade, que vale muito a pena ser visto. A jeito de conclusão, deixo a melhor frase do filme (aparentemente, ela própria uma citação): “Aime moi moins, mais aime moi longtemps”.
Rúben Gonçalves
22/12/2009
Comunidade São Jorge - Palmópolis
17/12/2009
11/12/2009
Reciclagem
A produção de lixo vem aumentando assustadoramente em todo o planeta...

Uma lata de alumínio, leva de 80 a 100 anos pra se desfazer. A cada tonelada de papel produzida, 12 árvores são abatidas pra esse fim.

Você sabia que todo esse material pode ser reaproveitado, transformando-se em novos produtos ou matéria-prima, sem perder suas propriedades?
Pode sim!(e deve...)
Além disso, reciclar causa menos poluição ao ar, à água e ao solo.
Observe o tempo que os materiais levam pra se desfazerem na natureza:

Comece hoje a fazer a sua parte. Recicle... O Planeta agradece!!!

Uma lata de alumínio, leva de 80 a 100 anos pra se desfazer. A cada tonelada de papel produzida, 12 árvores são abatidas pra esse fim.

Você sabia que todo esse material pode ser reaproveitado, transformando-se em novos produtos ou matéria-prima, sem perder suas propriedades?
Pode sim!(e deve...)
Além disso, reciclar causa menos poluição ao ar, à água e ao solo.
Observe o tempo que os materiais levam pra se desfazerem na natureza:

Comece hoje a fazer a sua parte. Recicle... O Planeta agradece!!!
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